Sementes de Leucena |
Sementes Pod Seeds - vendas@sementespodseeds.com.br |
A Leucena é originária da América Central, de onde se dispersou para outras partes do mundo devido a sua versatilidade de utilização, podendo ser empregada para forragem, produção de madeira, carvão vegetal e melhoramento do solo. Nas regiões tropicais, em solos férteis bem drenados esta leguminosa pode produzir, de forma barata, elevadas quantidades de proteína para serem empregadas na alimentação animal. É uma planta altamente palatável para o gado, e sua tolerância à seca é de grande relevância para ser empregada nos sistemas de alimentação do rebanho no Brasil Central. A leucena mantém-se verde na estação seca, perdendo somente os folíolos em secas muito prolongadas ou com geadas fortes. A planta apresenta um sistema radicular profundo, com poucas raízes laterais, que ocorrem em pequeno número, próximas à superfície do solo e que portam nódulos fixadores de nitrogênio com 2,5 a 15 mm de diâmetro e com formato freqüentemente multilobado. As folhas são bipinadas, com 15 a 20 cm de comprimento, apresentando quatro a dez pares de pinas, cada uma com cinco a vinte pares de folíolos em cada pina. Cada folíolo apresenta 7 a 15 cm de comprimento e 3 a 4 mm de largura. A inflorescência é globosa e solitária, sobre um pedúnculo com mais de 5 cm de comprimento, apresentando numerosas flores brancas. As flores da leucena formam inflorescências brancas, redondas e geralmente são de auto polinização, que resultam em cachos de vagens. As vagens são estreitas e achatadas, com 20 em de comprimento e 2 cm de largura, acuminadas, portando 13 a 20 sementes. As sementes são elípticas, comprimidas e de cor marrom . As vagens, quando maduras, abrem-se longitudinalmente, ejetando as sementes que apresentam uma película cerosa bastante resistente e que impede a sua germinação nos primeiros meses após sua queda ao solo. É uma planta perene, e são citados plantios com mais de 40 anos em utilização. Segundo a National Academy of Sciences (1977), são conhecidas dez espécies de leucena: L. leucocephala; L. pulverulenta; L. diversifolia; L. lanceolata; L. collinsii; L. esculenta; L. macrophylla; L. retusa; L. shannanii e L. trichodes. As leucenas diferem grandemente em porte, sendo conhecidas mais de 100 variedades que são agrupadas em três tipos: Tipo Havaiano: São variedades arbustivas com até 5 m de altura, que florescem jovens (com 4 a 6 meses). O florescimento ocorre durante todo o ano e apresenta pouca produção de madeira e folhas, e sua produção, abundante de sementes, pode tornar esta planta uma invasora.É comumente encontrada na costa do México, tendo sido largamente dispersada nos trópicos.Tipo Salvadorenho: Apresenta plantas altas com até 20 m de altura, folhas grandes e troncos grossos. É originária do interior da América Central e produz, geralmente, mais do dobro de biomassa que o tipo havaiano. São plantas usadas principalmente para a produção de madeira, carvão vegetal, sendo comumente designadas pelo nome de "Havaí gigante" ou K8, K28 ou K67.Tipo Peruano: Apresenta plantas com até 15 m de altura, mas com bastante ramificação e grande quantidade de folhagem. Embora produza bastante forragem, tem sido investigada só recentemente e seu emprego tem sido testado somente no Havaí, Austrália e México.3.2 Clima, solo e adubação As leucenas crescem nos trópicos e subtrópicos em regiões de até 500 m de altitude, suportando grandes diferenças de precipitação, luminosidade, salinidade do solo, inundações periódicas, fogo, geadas leves e seca. O seu melhor desenvolvimento, no entanto, é obtido em áreas onde chove de 600 a 1.700 mm suportando bem épocas curtas de estiagem. É uma planta que prefere insolação direta, perdendo as folhas na sombra e com geadas leves, rebrotando, no entanto, logo após a sua ocorrência. A leucena não cresce bem em solos ácidos, latossólicos com alto teor de alumínio e geralmente deficientes em cálcio, molibdênio e zinco, sendo necessário, neste caso, a inclusão de calcário e fosfatos. Cresce melhor em solos com pH próximo ao neutro, e a nodulação e seu crescimento são afetados, adversamente, abaixo de pH 5,5. A calagem de solos ácidos, visando elevar o pH para próximo do neutro, e adubações pesadas de superfosfato simples melhoram bastante a camada superficial do solo, mas as raízes da leucena, nestas condições, não se aprofundam, tornando a planta sensível à falta de água que ocorre na estação seca, reduzindo a produção de forragem. Experimentos conduzidos em Campo Grande (MS), em solo LVE com pH em torno de 5,5 e com teor de alumínio 0,3 a 0,5, mostraram que aplicações de 4 t de calcário dolomítico por ha e adubação de 450 kg de superfosfato simples mais 40 kg de FTE-Br 16/ha, possibilitaram a obtenção de produções de 5,5 a 6,0 t de MS/ha, na fração utilizável para forragem (folhas + vagens + hastes finas). No entanto, em anos de seca acentuada, a produção de outono é bastante baixa (1,5 a 2,0 t de MS/ha). É portanto, recomendável que seu plantio seja feito em solos férteis ou fertilizados, em que o pH esteja acima de 6. Quando o solo é ácido, mesmo com calagem e adubação, somente serão obtidas altas produções, se houver, na região, boa distribuição de chuvas ao longo do ano ou através de irrigação no período seco. Neste caso, a planta não depende do aprofundamento do sistema radicular que, mesmo superficial, devido ao subsolo acido (Seiffert 1982b), não sofrerão restrições no suprimento de água. No CNPGC, em Campo Grande (MS), estão sendo efetuadas pesquisas, visando a seleção de leucenas para sua adaptação a solos ácidos e que deverão levar à indicação de variedades dentro dos próximos anos. As recomendações para adubação são as mesmas da Tabela 1. Em solos ácidos, entretanto, porque o subsolo não oferece boas condições para aprofundamento do sistema radicular, só serão obtidas produções elevadas se a calagem e adubação puderem ser complementadas com irrigação, ou mesmo se ocorrerem chuvas bem distribuídas ao longo do ano. Dependendo da variedade e do tempo de armazenagem a leucena apresenta uma grande quantidade de sementes duras que, para germinarem, precisam ser escarificadas. Em testes de quebra de dormência, realizados no CNPGC, foram revistos os métodos de escarificação (Seiffert 1982c), tendo sido testadas as leucenas L. leucocephala cv. Peru, L. leucocephala cv. Cunningham, L. pulverulenta, L. diversifolia e L. leucocephala cv. Campina Grande. Neste grupo, as cultivares Peru e L. pulverulenta mostraram o mais alto número de sementes duras e a mais baixa percentagem de germinação. |